Manual de sedação multimodal em paciente com transtorno do espectro autista para cirurgiões que atual com essa população
Manual de sedação multimodal em paciente com transtorno do espectro autista para cirurgiões que atual com essa população
Manual de sedação.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL
FACULDADE DE ODONTOLOGIA – FOUFAL
MANUAL DE SEDAÇÃO
MULTIMODAL EM PACIENTES
COM TRANSTORNO DO
ESPECTRO AUTISTA
PARA CIRURGIÕES-DENTISTAS QUE ATUAM COM ESSA POPULAÇÃO
Lívia Acioli Murta Torres
Kelly Rodrigues Mota
Tatiane Maciel Félix
Daniela Maria Carvalho Pugliesi
Patricia Batista Lopes do Nascimento
Hibernon Lopes Filho
Priscylla Gonçalves Correia Leite de Marcelos
Valtuir Barbosa Felix
Valdeci Elias dos Santos Junior
Os autores desta obra são responsáveis pela
p u b l i c a ç ã o, c o n t e ú d o e d e t e n t o r e s d o s d i r e i t o s
autorais da obra. Qualquer parte desta publicação
pode ser reproduzida, desde que citada a fonte. São
p e r m i t i d a s c ó p i a s p a r a f i n s p r i v a d o s e a c a d ê m i c o s,
desde que citada a fonte e a autoria.
U N I V E R S I DA D E F E D E R A L D E A L AG OA S
R e i t o r : Jo s e a l d o To n h o l o
Vice-reitor : Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
FAC U L DA D E D E O D O N T O L O G I A
Diretor : Marcos Aurélio Bomfim da Silva
Vice-diretora: Profa. Dra. Larissa Silveira
Mendonça
CRÉDITOS TÉCNICOS:
L í v i a A c i o l i M u r t a To r r e s
Kelly Rodrigues Mota
Ta t i a n e M a c i e l F é l i x
Daniela Maria Car valho Pugliesi
Pa t r i c i a B a t i s t a L o p e s d o N a s c i m e n t o
Hibernon Lopes Filho
Priscylla Gonçalves Cor reia Leite de Marcelos
Va l t u i r B a r b o s a Fe l i x
Va l d e c i E l i a s d o s S a n t o s J u n i o r
1ª edição
Maceió
2026
de
Catalogação na Fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecário:MarcelinodeCarvalhoFreitasNeto–CRB-4 – 1767
M294
Manual desedaçãomultimodalempacientes com transtorno do espectro
autistaparacirurgiões-dentistasqueatuam com essa população / Lívia
Acioli MurtaTorres …[et al.]. – 2026.
66 f.: il.
Orientador:Valdeci EliasdosSantosJunior.
Manual(MestradoemOdontologia)–Universidade Federal de
Alagoas.FaculdadedeOdontologia.Maceió, 2026.
Bibliografia: f.62.
Anexos: f. 64-66.
1.Ketamina.2.Dexmedetomidina.3.Criança. 4. Sedação processual. 5.
Transtorno do espectro autista. I. Título.
CDU: 616.314:159.963.37
3
AUTORES
Lívia Acioli Murta Torres
Mestranda em Odontologia pela Universidade Federal
de Alagoas.
Valdeci Elias dos Santos Junior
Mestre e Doutor em Odontologia-Odontopediatria pela
Universidade de Pernambuco.
Daniela Maria Carvalho Pugliesi
Graduação em Odontologia na FOUFAL
Especialização, Mestrado e Doutorado em
Odontopediatria UNESP/ARAÇATUBA
AUTORES
Priscylla Gonçalves Correia Leite de Marcelos
Mestre e Doutora em Odontologia - Clínica Integrada pela Universidade Federal de Pernambuco
Especialista em Ortodontia pela ABOMI
Hibernon Lopes Filho
Mestre e Doutor em Ortodontia pela UFRJ
Valtuir Barbosa Felix
Doutor em Patologia Oral e Maxilofacial pela USP/SP
Federal de Alagoas.
Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial pela
UNIMAR/SP.
AUTORES
Tatiane Maciel Félix
Mestranda em Odontologia pela Universidade Federal
de Alagoas.
Kelly Rodrigues Mota
Mestranda em Odontologia pela Universidade Federal
de Alagoas.
Patricia Batista Lopes do Nascimento
Mestre e Doutora em Odontopediatria pela Faculdade
de Odontologia da Universidade de Pernambuco
Especialista em Odontologia Hospitalar pelo Conselho
Federal de Odontologia
Resumo
Crianças com Transtorno do
Espectro Autista (TEA)
apresentam alta prevalência de
problemas bucais, mas o
atendimento odontológico
convencional é dificultado por
limitações de comunicação,
ansiedade intensa e
hipersensibilidade sensorial.
Diante disso, estratégias
farmacológicas multimodais
como o "Ketodex"a associação
entre dexmedetomidina e
cetamina tornam-se
indispensáveis. A
dexmedetomidina induz sedação
preservando a ventilação
espontânea, enquanto a cetamina
oferece potente analgesia e
sedação dissociativa. Embora
promissora, faltam protocolos
estabelecidos e evidências
robustas sobre a proporção ideal
desse esquema para a assinatura
neurofisiológica singular de
crianças com TEA.
O TEA é um transtorno do
neurodesenvolvimento
caracterizado por déficits
persistentes na interação
social e padrões restritos ou
repetitivos de
comportamento. A
reatividade a estímulos
sensoriais (ruídos e vibrações
de canetas odontológicas)
gera sobrecarga e impede o
manejo convencional.
Embora técnicas
comportamentais não
farmacológicas sejam
descritas, as evidências sobre
sua suficiência são
inconclusivas, restando a
sedação ambulatorial
avançada ou a anestesia geral
hospitalar como caminhos
necessários.
O conceito Ketodex se destaca na sedação multimodal
pela complementariedade: a estimulação simpática da
cetamina compensa a bradicardia e hipotensão da
dexmedetomidina, que por sua vez atenua a taquicardia e
reações psicomiméticas daquela. Contudo, persiste a
escassez de investigações diretas comparando as suas
diferentes proporções em pacientes atípicos. Ir ao
dentista pode ser um grande desafio para crianças com
Transtorno do Espectro Autista (TEA), por isso o uso de
sedativos muitas vezes é necessário para garantir um
atendimento tranquilo.
Para descobrir a melhor forma de ajudar esses pacientes,
um estudo recente testou um sedativo chamado Ketodex
em 63 crianças com TEA, divididas em três grupos iguais.
O objetivo era avaliar três combinações diferentes do
medicamento para encontrar a dose ideal: aquela que
acalma a criança de verdade, mas com o menor número
possível de reações indesejadas. Os resultados revelaram
uma diferença impressionante entre as dosagens.
A combinação mais fraca funcionou em apenas 19%
dos casos, enquanto a intermediária teve sucesso em
71,4% das vezes. Já a mistura com maior quantidade de
cetamina foi a grande vencedora, alcançando uma taxa de
sucesso de 95,2%.
Os pesquisadores notaram
que esse aumento na dose
reduziu drasticamente o choro
e os movimentos corporais que
costumam
atrapalhar
o
tratamento odontológico. Em
termos de segurança, os
resultados foram excelentes.
Os batimentos cardíacos e a
oxigenação
das
crianças
mantiveram-se
totalmente
estáveis em todos os grupos, e
nenhum problema grave foi
registrado. O único efeito
colateral digno de nota foi o
vômito passageiro, que ocorreu
principalmente no grupo de
maior sucesso, afetando cerca
de 28% das crianças.
“Diante disso, o
estudo concluiu
que a maior
dosagem testada
é a melhor
opção para o
manejo
odontológico
dessa
população, pois
oferece o
equilíbrio perfeito
entre eficácia e
segurança”.
ÍNDICE
1. Introdução
09
2. Dexmedetomidina
12
3. Cetamina
16
4. Ketodex
20
5. Carência de evidências na literatura que justificam a
condução do estudo e a elaboração dessa cartilha
6. Manejo não farmacológico e farmacológico
23
26
7. Tomada de decisão de sedação quanto ao paciente autista
por fluxograma
8. Protocolo do Ketodex
41
44
9. Manejo de urgências/Emergências e contraindicações
absolutas
50
10. Considerações finais
58
11. Referências Bibliográficas
60
12. Anexos
62
Capítulo 1
INTRODUÇÃO
11
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo o
DSM-5-TR, é uma condição do neurodesenvolvimento
marcada por déficits na comunicação e interação social,
além de padrões restritos e repetitivos de
comportamento.
É classificado em três níveis e a hiper ou hiporreatividade
sensorial é um critério diagnóstico central, dificultando a
adaptação a situações imprevistas, como consultas
odontológicas.
Pessoas com TEA apresentam maior prevalência de
cárie, gengivite, doença periodontal, bruxismo, más
oclusões e traumatismos dentários, frequentemente
associados à higiene bucal deficiente e à dependência de
cuidadores para a escovação.
12
As hipersensibilidades sensoriais (som, luz, toque,
vibração de instrumentos) tornam o atendimento clínico
convencional desafiador, gerando ansiedade e recusa ao
tratamento.
Para contornar isso, técnicas de manejo comportamental
não farmacológico, como modelagem por vídeo,
dessensibilização gradual e suporte psicológico, têm sido
usadas, com resultados promissores, mas ainda limitados
por estudos com amostras pequenas e pouco
acompanhamento a longo prazo. Por isso, muitos
pacientes ainda dependem de sedação ou anestesia geral.
Conclui-se que o acesso a cuidados odontológicos
qualificados permanece um desafio para essa população,
reforçando a necessidade de protocolos farmacológicos
complementares, seguros e eficazes, que somem forças às
estratégias comportamentais já existentes.
13
Capítulo 2
Dexmedetomidina
14
A ativação da dexmedetomidina reduz a liberação de
noradrenalina nas vias centrais, diminuindo a atividade
simpática e induzindo um estado sedativo semelhante ao
sono fisiológico. Além do efeito sedativo, a substância
apresenta propriedades ansiolíticas e discreta ação
analgésica, características que a tornam especialmente
adequada para uso em crianças submetidas a
procedimentos diagnósticos e terapêuticos.
Uma das principais vantagens da dexmedetomidina em
comparação a outros sedativos é a preservação da
ventilação espontânea, o que reduz o risco de depressão
respiratória quando administrada em doses adequadas e
sob monitorização apropriada, um aspecto relevante para
populações mais vulneráveis, como pacientes pediátricos
e indivíduos com TEA.
15
Por outro lado, sua ação simpatolítica pode provocar
efeitos adversos cardiovasculares, principalmente
bradicardia e hipotensão, sobretudo em doses mais
elevadas ou em pacientes com maior suscetibilidade.
Assim, embora eficaz e segura em muitos contextos, seu
uso exige acompanhamento clínico cuidadoso para
minimizar riscos hemodinâmicos.
16
Como ela age?
A dexmedetomidina atua nos receptores α2adrenérgicos, reduzindo a liberação de
noradrenalina no sistema nervoso central. Como
resultado, promove diminuição da atividade
simpática e induz um estado de sedação semelhante
ao sono fisiológico.
Principais benefícios
Sedação com despertar mais
tranquilo
Efeito ansiolítico
Discreta ação analgésica
Boa opção para procedimentos
odontológicos em crianças
17
Capítulo 3
CETAMINA
18
A cetamina é um anestésico dissociativo amplamente
utilizado em sedação pediátrica por suas propriedades
sedativas, analgésicas e amnésicas.
Seu mecanismo principal baseia-se no antagonismo não
competitivo dos receptores NMDA, o que interrompe a
neurotransmissão excitatória glutamatérgica e modula a
dor.
A anestesia dissociativa ocorre pela desconexão funcional
entre os circuitos talamocorticais e límbicos, alterando a
conectividade de redes corticais ligadas à consciência e à
percepção sensorial.
Clinicamente, destaca-se por oferecer potente analgesia,
além de preservar a ventilação espontânea e os reflexos
protetores das vias aéreas. No sistema cardiovascular,
estimula a liberação de catecolaminas endógenas,
elevando a frequência cardíaca, a pressão arterial e o
débito cardíaco, o que ajuda a prevenir a hipotensão.
19
Efeitos adversos
Embora apresente excelente perfil de segurança,
alguns efeitos adversos podem ocorrer.
♦ Sialorreia, que pode dificultar o manejo das vias
aéreas.
♦ Náuseas e vômitos, principalmente no período
pós-operatório.
♦ Movimentos involuntários, sem perda da eficácia
sedativa.
♦ Fenômenos de emergência, caracterizados por
agitação psicomotora, sonhos vívidos e
alucinações durante a recuperação.
A hipersalivação pode dificultar o manejo das vias
aéreas e aumentar a necessidade de aspiração durante o
procedimento. Além da disponibilidade de aspiração
eficiente, em pacientes com produção salivar excessiva ou
quando houver preocupação com a permeabilidade das
vias aéreas, pode-se considerar, de forma individualizada,
a administração de um antissialagogo antes da sedação,
desde que sua indicação seja criteriosamente avaliada.
20
A preservação da ventilação espontânea
e dos reflexos das vias aéreas faz da
cetamina uma excelente opção para
pacientes pediátricos e indivíduos com
necessidades especiais, especialmente
quando utilizada em ambiente
monitorado.
21
Capítulo 4
ketodex
22
Ir ao dentista pode ser um grande desafio para crianças
com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tornando a
sedação uma alternativa importante para um atendimento
tranquilo.
Um estudo testou o sedativo Ketodex em 63 crianças
com TEA, divididas em três grupos, para encontrar a
dose mais eficaz e com menos efeitos colaterais. Cada
grupo recebeu uma proporção diferente do medicamento,
e os resultados variaram bastante.
100
80
60
40
20
0
G1
G2
G3
A combinação mais fraca funcionou em apenas 19%
dos casos, enquanto a intermediária teve sucesso em
71,4% das vezes. Já a mistura com maior quantidade de
cetamina foi a grande vencedora, alcançando expressivos
95,2% de sucesso, pois reduziu drasticamente o choro e
os movimentos que atrapalham o tratamento.
23
Em termos de segurança, os resultados foram excelentes:
os batimentos cardíacos e a oxigenação das crianças
mantiveram-se estáveis em todos os grupos, sem nenhum
problema grave.
O único efeito colateral notável foi o vômito passageiro,
que afetou 28,6% das crianças do grupo de maior
dosagem.
O estudo concluiu que a maior proporção testada é a
melhor escolha, pois oferece o equilíbrio perfeito entre
eficácia e segurança para o atendimento odontológico
dessas crianças.
🏆 Proporção mais eficaz: 1:3
📈 Taxa de sucesso: 95,2%
🫁 Ventilação espontânea
preservada
❤️ Estabilidade hemodinâmica
🤢 Vômito: 28,6% (evento
adverso mais frequente)
24
Capítulo 5
Carência de evidências na
literatura que justificam a
condução do estudo e a
elaboração dessa cartilha.
25
A combinação dos medicamentos dexmedetomidina e
cetamina tem se mostrado promissora para acalmar
crianças em consultas médicas e odontológicas,
oferecendo sedação segura, com bom controle do
coração e da respiração, além de uma recuperação mais
tranquila.
Contudo, quando falamos de crianças com Transtorno
do Espectro Autista (TEA), as informações científicas
ainda são poucas e variadas.
Pacientes com TEA têm maior sensibilidade sensorial e
ansiedade, e suas respostas aos sedativos podem mudar
devido às características biológicas próprias.
26
Atualmente, não há consenso sobre a dose ideal ou a
melhor forma de aplicar o medicamento nessa população,
e os profissionais costumam adaptar regras usadas para
crianças neurotípicas.
Além disso, a sedação sozinha não resolve tudo; o
atendimento exige paciência e adaptações no ambiente.
Por isso, novos estudos são fundamentais para criar regras
claras e seguras para o tratamento odontológico dessas
crianças.
27
Capítulo 6
Manejo não farmacológico
e farmacológico
28
6.1. Avaliação Pré-sedação
A segurança do procedimento de sedação em ambiente
ambulatorial ou hospitalar inicia-se com uma triagem
rigorosa.
Anamnese: Foco na investigação de patologias
sistêmicas(cardiovasculares, respiratórias ou hepáticas),
histórico de reações adversas a fármacos e uso de
medicações concomitantes.
Classificação ASA: Apenas pacientes classificados como
ASA I ou II são candidatos ideais para a sedação eletiva
com Ketodex. Pacientes ASA III ou superior exigem
avaliação prévia do médico anestesiologista.
29
Jejum: O respeito ao jejum pré-operatório é mandatório
para mitigar o risco de broncoaspiração, seguindo as
diretrizes de jejum para líquidos claros (2 horas) e
sólidos(6 a 8 horas, dependendo do conteúdo).
Consentimento:A obtenção do Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido (TCLE) assinado pelos responsáveis
legais é indispensável, após detalhada explicação dos
riscos e benefícios da técnica.
30
6.2. Vias de Administração
·Intranasal (IN): Via amplamente utilizada em
odontopediatria e pacientes com TEA devido à facilidade
de administração, ausência de necessidade de acesso
venoso imediato e absorção rápida através da mucosa
nasal, que permite evitar o efeito de primeira passagem
hepática.
·Intramuscular (IM): Via amplamente utilizada em
odontopediatria e pacientes com TEA devido à facilidade
de administração, ausência de necessidade de acesso
venoso imediato e absorção rápida, pode ser aplicada no
deltóide, vasto lateral e anterior de glúteo.
·Intravenosa (IV): Reservada para procedimentos de
maior complexidade ou pacientes em ambiente hospitalar,
onde o acesso venoso já foi estabelecido. Oferece
controle superior sobre a profundidade da sedação e
ajuste posológico mais preciso, permitindo a titulação
imediata do efeito.
31
6.3. Comparação entre as principais técnicas de
sedação
A escolha da técnica de sedação deve ser
individualizada, considerando fatores como o nível de
colaboração da criança, o grau de suporte do
Transtorno do Espectro Autista (TEA), a complexidade
do procedimento odontológico, a experiência da equipe
e a infraestrutura disponível. Cada modalidade
apresenta indicações, vantagens e limitações específicas,
não havendo uma abordagem única para todos os
pacientes. Para facilitar essa comparação, a página
seguinte apresenta um quadro-resumo das principais
técnicas de sedação utilizadas na Odontopediatria.
32
Fármaco
Vantagem
Desvantagem
Custo
Indicação
Ketodex
Sedação
profunda com
preservação de
ventilação
espontânea,est
abilidade
cardiorrespirat
ória; Alta taxa
de sucesso.
Ainda sem
protocolo
padronizado
internacionalm
ente;
moderados
casos de
vômitos
Moderado
Paciente com
TEA, nível de
suporte 2 e 3.
Midazolam
Fácil
administração,
boa ansiólise e
amnésia, perfil
de segurança
bem
estabelecido,
possuindo
reversor
(flumazenil)
Sedação
superficial,
muitas vezes
insuficiente
com pacientes
com TEA graus
2 e 3; pode
haver
comportament
o paradoxal.
Baixo
Ansiedade leve
a moderada,
procedimentos
curtos e pouco
invasivos;
Indicação,
paciente
minimamente
colaboradores
Óxido
Nitroso
Início e término
rápidos, fácil
titulação; boa
margem de
segurança; não
invasivo (sem
agulha)
Depende da
colaboração da
criança em
aceitar a
máscara;
frequentement
e o TEA tem
aversão a essa
técnica.
Baixo
Ansiedade leve;
indicado para
procedimentos
simples
Anestesia
geral
Controle total
da via aérea;
ausência
completa de
movimentação
e dor; permite
o tratamento
odontológico
de forma
integral em
sessão única
Necessidade de
estrutura
hospitalar e
equipe de
anestesiologista
; jejum
prolongado;
recuperação
mais lenta
Alto
TEA nível 3 e
comorbidade
sistêmica
relevante
(ASAIII);
Tratamento
Odontológico
extenso.
33
6.4. Monitorização Transoperatória
Durante todo o ato operatório, a monitorização
multiparamétrica é obrigatória para assegurar a
estabilidade do paciente:
Oximetria de Pulso (SpO_2): Monitoramento contínuo
da saturação periférica de oxigênio.
Frequência Cardíaca e Pressão Arterial: A avaliação não
invasiva da pressão arterial e o monitoramento cardíaco
contínuo são críticos, dado o potencial efeito da
dexmedetomidina sobre o tônus autonômico (risco de
bradicardia/hipotensão).
Capnografia (se disponível): Recomendada para
monitoramento da ventilação, sendo o padrão-ouro na
detecção precoce de obstrução das vias aéreas ou
hipoventilação.
34
6.5. Escala de Houpt
Sono
Acordado — 4
Sonolento, desorientado — 3
Dormindo, fácil de acordar — 2
Dormindo, difícil de acordar — 1
Movimento
Nenhum movimento — 4
Movimento intermitente, sem prejuízo ao tratamento — 3
Movimento contínuo que atrapalha o tratamento — 2
Movimento violento que interrompe o tratamento — 1
Choro
Sem choro — 4
Choro intermitente — 3
Choro contínuo/persistente — 2
Choro histérico — 1
35
Avaliação global do procedimento (escala de 1 a
6, é a mais citada na prática clínica)
1 .Interrompido (tratamento não realizado)
2 . Insatisfatório/ruim (tratamento parcial, interrompido)
3 . Regular (interrompido, mas finalmente concluído)
4 .Bom (dificuldade, mas todo o tratamento realizado)
5 .Muito bom (limitações pontuais de choro/movimento)
6.Excelente (sem choro nem movimento)
Interpretação
Os três primeiros domínios (sono, movimento, choro)
funcionam como critérios de apoio, detalhando o que
aconteceu durante o procedimento. Já a avaliação global
(1–6) é o desfecho mais reportado nos estudos, pois
resume o sucesso prático da sedação: valores 5 e 6
indicam sedação eficaz e atendimento bem-sucedido;
valores 3 e 4 indicam sedação parcialmente eficaz, com
necessidade de manejo comportamental adicional; valores
1 e 2 indicam falha da sedação, sugerindo necessidade de
reavaliar dose, via de administração ou indicar anestesia
geral em consulta futura.
36
6.6.Escala de Comportamento de Frankl para
determinar o grau de cooperação:
Definitivamente Negativo (F1): Recusa o tratamento,
chora asperamente, grita, exibe movimentos violentos ou
isolamento, sem cooperação.
Negativo (F2): Cooperativo de forma relutante; exibe
sinais de ansiedade ou timidez, não fica completamente
parado, mas obedece a ordens básicas, embora não
permita o atendimento clínico efetivo.
Positivo (F3): Aceitação do tratamento com ressalvas;
colabora e obedece a ordens, mas demonstra receio,
cautela e choro intermitente, interrompendo o
procedimento ocasionalmente.
Definitivamente Positivo (F4): Excelente cooperação;
paciente calmo, tranquilo, que obedece aos comandos e
demonstra interesse e conforto durante todo o
tratamento.
37
6.7. Recuperação e Critérios de Alta
O período pós-sedação exige observação atenta até o
completo retorno do nível de consciência basal.
Critérios de Alta: O paciente deve estar alerta, orientado,
com sinais vitais estáveis há pelo menos 30-60 minutos,
tolerando ingestão de líquidos e sem sinais de dor ou
sangramento ativo.
Orientações pós-alta: Devem ser fornecidas por escrito
aos cuidadores, enfatizando a necessidade de
acompanhamento domiciliar, a importância da hidratação
e as orientações sobre sinais de alerta que exigem retorno
imediato ao serviço de saúde.
38
6.8. Comunicação e Adaptação para o Paciente com
TEA no Consultório Odontológico
A comunicação eficaz com pacientes com Transtorno
do Espectro Autista exige que o cirurgião-dentista
abandone o modelo de atendimento convencional,
baseado em explicações verbais rápidas e comandos
diretos, em favor de estratégias visuais, previsíveis e
graduais.
O uso de histórias sociais, narrativas ilustradas que
descrevem, passo a passo, o que vai acontecer na consulta
, ajuda a reduzir a ansiedade antecipatória, permitindo que
a criança “ensaie” mentalmente o procedimento antes de
vivenciá-lo.
Da mesma forma, pistas visuais (cartões com imagens
da cadeira odontológica, dos instrumentos, do
profissional) tornam o ambiente mais previsível,
compensando as dificuldades de processamento de
linguagem falada comuns nesse público.
ém favorecem a cooperação.
39
A dessensibilização sistemática é outra ferramenta
central: consultas iniciais podem ser dedicadas apenas à
familiarização com o consultório, sem intervenção clínica,
permitindo que o paciente toque os instrumentos, sente
na cadeira e ouça os sons do equipamento em um ritmo
tolerável. Técnicas como “dizer-mostrar-fazer”, adaptadas
com mais tempo e repetição, também favorecem a
cooperação.
No campo da adaptação ambiental, pequenas mudanças
fazem grande diferença: reduzir a intensidade da luz,
evitar o uso simultâneo de múltiplos equipamentos
sonoros, oferecer fones abafadores de ruído e permitir
objetos de apego durante o atendimento ajudam a
minimizar a sobrecarga sensorial — um dos principais
gatilhos de recusa e agitação nessa população.
40
É fundamental também envolver o cuidador como parte
ativa da equipe, já que ele conhece os gatilhos específicos
da criança e pode orientar sobre estratégias de acalmar
que já funcionam em outros contextos.
Essas estratégias não farmacológicas devem ser sempre
a primeira linha de manejo. Apenas quando insuficientes
— como frequentemente ocorre em casos de maior
comprometimento sensorial ou comportamental — a
sedação farmacológica, como o protocolo Ketodex aqui
apresentado, torna-se uma alternativa necessária e
complementar.
41
42
Capítulo 7
Tomada de decisão de
sedação quanto ao
paciente autista por
fluxograma
43
44
Porém, a cada nível o custo público
aumenta e há a necessidade de avaliação
mais minuciosa do paciente quanto a
segurança e sua estabilidade fisiológica.
45
Capítulo 8
Protocolo do
Ketodex
46
Três Pilares da sedação multimodal
1. Analgesia Prioritária:
O controle da dor é a base. Se a dor é controlada, a
necessidade de sedativos diminui drasticamente.
2. Sinergismo Farmacológico:
Uso de fármacos de diferentes famílias (agonistas alfa-2,
opioides, anestésicos locais, analgésicos não opioides,
como a Cetamina)
3. Monitoramento Dinâmico:
Uso de monitorização neurofisiológica.
47
Caso clínico
Paciente J.C.R., 7 anos de idade, diagnosticado com
Transtorno do Espectro Autista, nível 3 de suporte,
compareceu à Clínica de Odontopediatria da Faculdade
(FOUFAL), acompanhado de sua genitora, com queixa
principal de dor em região de face. Durante a avaliação
clínica, observou-se comportamento não colaborador,
impossibilitando a realização do tratamento odontológico
de forma convencional.
Após avaliação clínica e verificação de que o paciente
apresentava 15 kg, estado geral preservado e parâmetros
fisiológicos dentro dos limites de normalidade, optou-se
pela realização de sedação multimodal com Ketodex por
via intramuscular, seguindo o protocolo proposto neste ebook.
A partir desse caso clínico, será demonstrado o preparo
da associação farmacológica na proporção 1:3.
48
Materiais necessários:
Luva;
Algodão;
Álcool;
Seringa de insulina;
Seringa de 3ml;
Ketamina 50mg/ml
Dexmedetomidina 100mcg/ml
Preparo da associação Ketodex (proporção 1:3)
A dexmedetomidina está numa concentração de
100mcg/ml,enquanto a cetamina está na concentração de
50mg/ml, logo devido às proporções precisa multiplicar a
cetamina por dois gerando 100mg, ajustando a
dexomedetomidina.
Após isso, basta multiplicar por três para ter uma
proporção de 1:3. Tudo é medido na seringa de insulina e
depois transportada para uma seringa de 3ml para caber
todo o líquido e aplicado via intramuscular.
49
Preparo da associação Ketodex (proporção 1:3)
50
Preparo da associação Ketodex
Tabela 1: Dosagem e proporções do ketodex por peso.
Peso (kg)
1:1
1:2
1:3
10
10 ui (D)/ 20 ui (C)
10 ui (D)/ 40 ui (C)
10 ui (D)/ 60 ui (C)
15
15 ui (D)/ 30 ui (C)
15 ui (D)/ 60 ui (C)
15 ui (D)/ 90 ui (C)
20
20 ui (D)/ 40 ui (C)
20 ui (D)/ 80 ui (C)
20 ui (D)/ 120 ui (C)
25
25 ui (D)/ 50 ui (C)
25 ui (D)/ 100 ui (C)
25 ui (D)/ 150 ui (C)
30
30 ui (D)/ 60 ui (C)
30 ui (D)/ 120 ui (C)
30 ui (D)/ 180 ui (C)
Kg: quilograma
D: Dexmedetomidina
C: cetamina
51
Capítulo 9
manejo de urgências/
emergências e
contraindicações
absolutas
52
Para garantir a segurança clínica no uso da associação
Ketodex em pacientes com TEA, é fundamental que o
cirurgião-dentista tenha protocolos claros. Abaixo,
abordo os pontos cruciais :
1. Protocolo de Emergência (Gestão de
Intercorrências)
Embora a associação Ketodex seja valorizada pelo seu
perfil de estabilidade cardiorrespiratória, todo profissional
deve estar preparado para o manejo de possíveis
intercorrências.
Preparação Pré-Sedação: Antes da aplicação, é
mandatório ter à disposição:
Monitorização: Oxímetro de pulso (monitorização
constante da SpO2 e frequência cardíaca).
Equipamento de Via Aérea: Kit de aspiração (bomba
a vácuo), cânulas de Guedel, ambu com máscara
facial e fonte de oxigênio suplementar.
Acesso Venoso: Embora a sedação seja IM, é
recomendável manter um acesso venoso periférico,
se possível, para administração rápida de drogas de
emergência, caso necessário.
53
Gestão de Obstrução de Via Aérea: Devido à
possibilidade de relaxamento muscular ou secreção
(efeito sialagogo da cetamina), a manobra de jaw
thrust (elevação da mandíbula) deve ser imediata. A
aspiração de secreções da orofaringe é crucial para
manter a permeabilidade.
Gestão de Hipoxemia: Se a saturação cair abaixo de
92%, inicie a administração de oxigênio suplementar
e verifique o posicionamento da cabeça (cuidado com
a hiperextensão ou flexão excessiva).
Drogas de Reversão (Kit de Emergência): Mantenha
disponível Atropina (para bradicardias severas), além
de agentes como o Flumazenil (se houver uso de
benzodiazepínicos concomitantes) ou Naloxona
(embora não reverta diretamente a
cetamina/dexmedetomidina, faz parte do protocolo
de suporte avançado em sedações profundas).
54
2. Contraindicações Absolutas
A utilização do Ketodex é contraindicada em casos onde
o risco sistêmico supera o benefício terapêutico da
sedação multimodal:
Hipersensibilidade: Histórico de alergia a qualquer
um dos componentes.
Doenças Cardiovasculares Graves: hipertensão
descontrolada, insuficiência cardíaca congestiva
descompensada, arritmias graves ou histórico recente
de infarto do miocárdio.
Aumento da Pressão Intracraniana ou Intraocular: A
cetamina é um agente que pode elevar a PIC e a
pressão intraocular; deve ser evitada em pacientes
com patologias neurológicas instáveis ou glaucomas
não controlados.
55
Distúrbios Psiquiátricos Graves: Devido ao potencial
da cetamina em causar efeitos alucinatórios ou
pesadelos, confusão mental intensa, o uso é
desaconselhado em pacientes com histórico de surtos
psicóticos ativos.
Disfunção Hepática ou Renal Grave: O metabolismo
dos fármacos pode estar comprometido nestes
pacientes, aumentando o risco de toxicidade e tempo
prolongado de recuperação.
Pacientes em Uso de Certas Drogas: Interações
medicamentosas com inibidores da MAO ou
estimulantes do SNC em doses elevadas podem ser
incompatíveis com a sedação multimodal.
56
Avaliação do paciente
☐ Classificação ASA I ou II.
☐ História médica atualizada.
☐ Alergias investigadas.
☐ Peso aferido no dia do procedimento.
☐ Jejum conforme protocolo institucional.
☐ Consentimento Livre e Esclarecido assinado.
Equipamentos
☐ Oxímetro de pulso.
☐ Esfigmomanômetro.
☐ Fonte de oxigênio.
☐ Bolsa-válvula-máscara (Ambu).
☐ Aspirador funcionando.
☐ Cânulas orofaríngeas (Guedel).
☐ Kit de emergência disponível.
Equipe
☐ Profissional habilitado em sedação.
☐ Equipe treinada em Suporte Básico de Vida (SBV).
☐ Planejamento prévio para possíveis intercorrências.
57
Possíveis intercorrências e condutas iniciais
Intercorrência
Conduta inicial
Queda da saturação de
oxigênio
Interromper o procedimento, reposicionar cabeça e
mandíbula, remover secreções quando necessário e
administrar oxigênio suplementar.
Obstrução das vias aéreas
Realizar manobra de abertura da mandíbula, aspirar
secreções e manter a permeabilidade das vias aéreas.Se
houver suspeita de obstrução por corpo estranho, realizar
a manobra de Heimlich
Bradicardia sintomática
Suspender o procedimento, administrar oxigênio,
monitorizar continuamente e avaliar necessidade de
medidas adicionais como uso de atropina ou adrenalina.
Vômito
Posicionar o paciente em decúbito lateral, aspirar cavidade
oral e proteger as vias aéreas. Em pacientes com histórico
de náuseas e vômitos, considerar profilaxia com
ondansetrona. Caso ocorra vômito durante ou após o
procedimento, administrar ondansetrona.
Laringoespasmo
Suspender imediatamente o procedimento, fornecer
oxigênio a 100% e considerar o uso de succinilcolina por
profissional habilitado.
Reação alérgica
Suspender a administração dos medicamentos e iniciar as
medidas de suporte conforme protocolo de emergência.
Em reações leves, utilizar anti-histamínicos (como
Histamin®) e/ou dexametasona (Decadron®). Nos casos
de anafilaxia, a adrenalina intramuscular, associada às
58
medidas de suporte.
Quando interromper imediatamente o procedimento
A sedação deve ser interrompida e o paciente reavaliado
sempre que ocorrer:
Saturação de oxigênio persistentemente inferior a
90%;
Apneia;
Laringoespasmo;
Convulsão;
Reação anafilática;
Instabilidade hemodinâmica importante;
Perda dos reflexos de proteção das vias aéreas.
No ensaio clínico que fundamenta este ebook, a associação Ketodex apresentou
perfil favorável de segurança. Não foram
observados eventos adversos graves, sendo
registrados apenas episódios isolados de
vômito e soluço, sem necessidade de
intervenções avançadas.
59
Capítulo 10
Considerações
finais
60
O manejo odontológico de pacientes com TEA exige
estratégias que superem as barreiras da hipersensibilidade
sensorial e da comunicação.
Embora as técnicas
comportamentais sejam a base inicial, a sedação
multimodal ambulatorial torna-se indispensável para
viabilizar o tratamento seguro, reduzindo a necessidade
de anestesia geral hospitalar.
A associação Ketodex destaca-se como solução de
excelência pela complementaridade: garante potente
analgesia e estabilidade cardiorrespiratória protetora.
Clinicamente, a proporção 1:3 provou ser a escolha ideal,
alcançando 95,2% de sucesso ao controlar movimentos
inadequados e choro disruptivo com excelente perfil de
segurança. Os efeitos colaterais, como vômitos
transitórios, são leves e perfeitamente manejáveis.
A adoção deste protocolo baseado em evidências
padroniza condutas, humaniza o atendimento e assegura a
proteção do profissional e o bem-estar do paciente
atípico.
61
Referências
Bibliográficas
62
1.ALYAHYAWI, A.; BARRY, M.; HELAL, N. M. Dental Conscious
Sedation for the Treatment of Children With Autism Spectrum
Disorder: A Narrative Review. Cureus, v. 16, n. 7, p. e64834, Jul 2024.
ISSN
2168-8184.
Disponível
em:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/39156420 .
2.ABUOKAL, A. A. K. et al. SAFETY AND EFFICACY OF
DEXMEDETOMIDINE-KETAMINE
COMBINATION
VS
DEXMEDETOMIDINE ALONE FOR PEDIATRIC DENTAL
SEDATION: A SYSTEMATIC REVIEW AND META-ANALYSIS. J
Evid Based Dent Pract, v. 25, n. 3, p. 102158, Sep 2025. ISSN 15323390.
Disponível
em:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40716825 .
3.COTÉ, C. J. et al. Guidelines for Monitoring and Management of
Pediatric Patients Before, During, and After Sedation for Diagnostic and
Therapeutic Procedures. Pediatrics, v. 143, n. 6, Jun 2019. ISSN 10984275. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31138666
.
4.O'KANE, A. et al. A systematic review of dexmedetomidine
pharmacology in pediatric patients. Clin Transl Sci, v. 17, n. 12, p.
e70020,
Dec
2024.
ISSN
1752-8062.
Disponível
em:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/39644147
5.EL-ROUBY, S. H. et al. The effect of dexmedetomidine-ketamine
combination versus dexmedetomidine on behavior of uncooperative
pediatric dental patients: a randomized controlled clinical trial. J Appl
Oral Sci, v. 32, p. e20240057, 2024. ISSN 1678-7765. Disponível em:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/39319902
63
Anexos
64
FICHA CLÍNICA – PROJETO PAZ (FOUFAL)
Nome:______________________________________________________________________________________________
Nome do Responsável:_________________________________________________________________________________
RG:__________________________________________ CPF:_________________________________________________
Endereço:____________________________________________________________________________________________
_______
Data de Nascimento:___/___/____
Telefone: ( ) __________________
Celular: ( )___________________
E-mail:______________________________________________________________________________________________
ANAMNESE
Queixa Principal:______________________________________________________________________________________
História da Doença Atual:_______________________________________________________________________________
História Odontológica:_________________________________________________________________________________
Patologia de Base:_____________________________________________________________________________________
Acompanhamento Médico:______________________________________________________________________________
Histórico Familiar: ____________________________________________________________________________________
Medicamentos:_______________________________________________________________________________________
INQUÉRITO DE SAÚDE
Cardiopatia: SIM ( ) NÃO ( ) – Qual? ______________________________________________________________________
Hipertensão: SIM ( ) NÃO ( )
Diabetes: SIM ( ) NÃO ( )
Epilepsia: SIM ( ) NÃO ( ) Frequência: __________________________________
Data da última crise: ___/___/____
Dificuldade de Respirar: SIM ( ) NÃO ( ) – Qual? _____________________________________________________________
Doenças Infectocontagiosas: SIM ( ) NÃO ( ) – Qual? _________________________________________________________
Transfusão Sanguínea: SIM ( ) NÃO ( ) – Quando? ___________________________________________________________
Alergia: SIM ( ) NÃO ( ) – Qual? _________________________________________________________________________
Dor nas Articulações: SIM ( ) NÃO ( ) – Qual? _______________________________________________________________
Se adulto: Fuma ou fumou: SIM ( ) NÃO ( ) – Quanto tempo? __________________________________________________
Se adulto: bebe ou bebeu: SIM ( ) NÃO ( ) – Quanto tempo? ____________________________________________________
Histórico de internamento/cirurgias: _______________________________________________________________________
Outros: _____________________________________________________________________________________________
INQUÉRITO ODONTOLÓGICO
Higiene bucal: Frequência: __________/dia
Alguma dificuldade? SIM ( ) NÃO ( ) – Qual? _______________________________________
Hábitos Deletérios: Chupeta ( ) Dedo ( ) Bruxismo ( )
Declaro que as informações são verdadeiras e autorizo o atendimento:
Assinatura:_________________________________________________Data: ___/___/_____
65
CLASSIFICAÇÃO ASA: I II III IV
Indicaçãoparasedação:___________________________________________________
Qual a hora da última alimentação sólida? ________
Quanto tempo faz que tomou água, leite ou suco? _________
Peso: _________ Altura: __________ % de obstrução das tonsilas: __________
Tipo de comportamento da Criança:
( )Nãoépossível ou não está dispostoàcooperar )Raramente
( segue às solicitações
( )Coopera com solicitações
( )Coopera livremente
Uso de estabilizações:(
)SIM ( )NÃO
Cálculo das Doses:
Agente 1:_________________ Via:________Dose: ______ mg/kg X _____ kg = ______mg Agente
2:_________________ Via:________Dose: ______ mg/kg X _____ kg = ______mg Lidocaína 2% 4.4 mg/kg
X ____ kg = _____mg (Não exceder 300 mg) ÷ 20 mg/mL = _____ mL Mepivacaína 3% 4.4 mg/kg X ____kg
= _____mg (Não exceder 300 mg) ÷ 30 mg/mL = ____ mL
Droga de Emergência (FLUMAZENIL IV {preferível}, IM ou IN)
Dose:0.01mg/kgX_____kg=______mg(DoseMáxima:0.2mg; Pode repetir até 4 vezes)
DADOS DO PROCEDIMENTO:
PréOperatório
T rans -operatório
Pósoperatório
Pressão
Sanguínea
Pulso
Frequência
Respiratória
SpO2
Tempo que se manteve sedado no tratamento: ___________Tempo Recuperação:_________________
Reações adversas: _________________________________________________________________________
Nível de sedação:
( )Nenhum
( )Mínimo
( )Moderado
( )Profundo
Resposta comportamental:
( )Quieto e cooperativo
( )Objeções leves e / ou choramingo, mas o tratamento não é interrompido
( )Chorando com interrupção mínima no tratamento
( )Paciente relutou contra o tratamento mas foi possível realiza-lo.
( )Resistência ativa e choro; não foi possível realizar o tratamento
Efetividade da Sedação:
( ) SIM ( ) NÃO
66
TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO PARA SEDAÇÃO
ODONTOLÓGICA
Eu
______________________________________________________________,
portador do RG de número ___________________, como pai
/mãe ou responsável legal
por
____ ___ ___ __ ___ ___ ___ _ ____ ___ ___ __ ___ ___ ___ _ _ ___ ___ ___ __ ___ ___ ___ _ ____ ___
___
, dou meu consentimento para o uso de anestésico locais ou drogas sedativas, que o(s) Dr.(s)
_______________________________________ possa(m) ter julgado necessário na ficha de exame da criança,
como foi explicado a mim previamente. Foi me orientado e esclarecido todas as dúvidas a respeito da sedação e
compreendi que posso recusar este procedimento, sendo resguardadas outras opções.
Procedimento proposto:
Sedação mínima
Sedação moderada
Sedação medicamentosa por via inalatória, via oral, sublingual,
Técnica(s) utilizada(s):
endovenosa e intramuscular.
Uso combinado com restrição física.
Protocolo utilizado:_______________________________________.
Fui esclarecido que os riscos associados à sedação são aspiração de conteúdo gástrico, dificuldade de respiração
durante o atendimento, efeito contrário, mal-estar, náusea/vômitos, alteração dos batimentos cardíacos, reações
alérgicas (ao sedativo) e sedação prolongada, durando mais tempo que o previsto.
Eu também entendi que outros riscos mais sérios, incluindo parada respiratória e/ou cardiovascular, podem
ocorrer raramente, mas que a equipe odontológica está empenhada e capacitada em prevenir os problemas mais
graves, pois estou ciente de que a prática da odontologia não é uma ciência exata, e eu reconheço que não é
possível que o profissional me ofereça garantias sobre os riscos envolvidos.
Foi esclarecido que os riscos sobre doses e planos terapêuticos e que, a qualquer momento, posso desistir do
atendimento, sem que me haja prejuízos no planejamento odontológico proposto.
Maceió, _____ de _______________de 20___.
Assinatura do Responsável.
67
